Portal Cultural

Home
Voltar

Canções Aquareladas

Pé d'Água

Letra/Melodia: Tainá Pompêo

Na voz de: Maria Eugênia

Fazer o download

Letra da canção

Quadro da canção

Vídeo

Player

Despedida

Letra/Melodia: Tainá Pompêo

Na voz de: Maria Eugênia

Fazer o download

Letra da canção

Quadro da canção

Vídeo

Player

Pirenópolis

Letra/Melodia: Tainá Pompêo

Na voz de: Débora di Sá

Fazer o download

Letra da canção

Quadro da canção

Vídeo

Player

Flores de Candombá

Letra/Melodia: Tainá Pompêo

Na voz de: Karine Serrano

Fazer o download

Letra da canção

Quadro da canção

Vídeo

Player

Moça-iá

Letra/Melodia: Tainá Pompêo

Na voz de: Bel Maia

Fazer o download

Letra da canção

Quadro da canção

Vídeo

Player

Azul

Letra/Melodia: Tainá Pompêo

Na voz de: Bia Tavares

Fazer o download

Letra da canção

Quadro da canção

Vídeo

Player

Homens de Palha

Letra/Melodia: Tainá Pompêo

Na voz de: Taís Guerino

Fazer o download

Letra da canção

Quadro da canção

Vídeo

Player

Cartão Postal

Letra/Melodia:

Na voz de:

Fazer o download

Letra da canção

Quadro da canção

Vídeo

Player

Eletrola Amarela

Letra/Melodia: Tainá Pompêo

Na voz de: Karine Serrano

Fazer o download

Letra da canção

Quadro da canção

Vídeo

Player

Vermelho de Giz

Letra/Melodia: Tainá Pompêo

Na voz de: Vanessa Oliveira

Fazer o download

Letra da canção

Quadro da canção

Vídeo

Player

Minha Mamãe

Letra/Melodia: Tainá Pompêo / Jerônimo Geraldo de Queiroz

Na voz de: Débora di Sá

Fazer o download

Letra da canção

Quadro da canção

Vídeo

Player

Pé d'Água

Despedida

Pirenópolis

Flores de Candombá

Moça-iá

Azul

Homens de Palha

Cartão Postal

Eletrola Amarela

Vermelho de Giz

Minha Mamãe

Pé d'Água

Disseram que era hora,

melhor ir embora

que o céu já está rosa.

A nuvem vem feia!

agora a poeira vai calmar..

 

Diacho de rio cheio

subiu pela estrada

tapou toda a mata.

Garota, repara!

o rio agora pensa que é mar..

 

Ahêya

ahêya

ahêya!

 

Levanta a barra da calça,

menina morena!

É a pé não tem balsa.

Vambora que é hora!

o jeito é a gente molhar..

 



Levanta a barra da calça,

menina morena,

é a pé não tem balsa.

Vambora que é hora!

o jeito é a gente molhar!

 

Ahêya

ahêya

ahêya!

Despedida

Quantos passos dei nesta terra morena

que me deu tantos frutos e nas noites mais serenas..

me abraçou com sua vista de serra em veludo esculpida?

 

Nessas águas marinhas de cachoeira doce,

folhas de esmeraldas sobre pedras de rubis.

Te desenho qual pintor, nunca antes tão feliz!

te desenho qual pintor, riscos trêmulos de giz..

 

Quantas marcas deixei nas areias deste rio

que teimavam em me acompanhar pelos cantos dos sapatos?

Se te deixo, minha terra, é só um desafio, não um desacato!

se te deixo, minha terra, é só um desafio, não um desacato.

Pirenópolis

Serras, serranas, cerradas

de pedras rachadas

pedreira, Piri.

Aqui, aqui..

Quedas de cachoeiras nervosas

afundam o chão ferido a florir,

ah, Pi-ri!

 

Caem águas perfumadas,

serra sobre serra!

flores sobre FLORES.

Caem feito aquarela

numa dança ensaiada!

repleta de cores.

Ao som do dobrado,

nas canções

das flores do cerrado.

 

Cavalgam príncipes mascarados,

desfilam entre as mais belas flores

num chão sangrado.

De reis, de réis,

de pés levados por tradição,

das flores do meu cerrado.

 

Ao som do dobrado, ayá..

nas canções

das FLORES de GOYÁ..

Flores de Candombá

Flores de Candombá, ah! olha o sorriso dela..

o mel nos olhos da abelha que tece o doce

( só pra ela )

 

num campo tão verde e roxo de dar gosto,

mas em agosto ele se vai

levanta poeira!

que nem cachoreira segura essa chama, rapaz!

 

FOGO! que fere os troncos contorcidos,

lava o cerrado em cor

( da onça-pintada-que-pinta os dentes de sangue! )

da carne que rasga e arde em dor!

cinza fumaça!

leva a paz do cerrado, que se desfaz

( do caule-que-queima, mas não é queimado! )

só os Candombás permanecem iguais!

Moça-iá

Moça,

solta essa cabeleira nos ombros,

moça!

( ela é da Bahia )

 

Já nasceu com o axé no pé

e o pé no axé 

dessa terra sagrada

pedras no pescoço, candomblé, BA-tucada.

 

De vestido bordado, de saia rodada

ela gira com os pés na arê-ia

flutuando ao som do timbal como uma serê-ia.

 

Moça-iá,

dama dos orixás, ela é da Bahia

ela é da Bahia-iá!

 

Ela é da Bahia, ela é da Ba-hia-iê!

Ela é da Bahia, ela é da Ba-hia-iá!

Azul

Se eu fosse um clarão nesta estrada abandonada

cantasse em sol para uma lua desafinada

veria mais amor em tudo que não vi.

Veria meu amor em ti.

 

Tocasse meu piano, gritasse bem alto!

Bordasse loucos planos em curvas cantando no asfalto

chegaria correndo, a tempo de te ver!

A tempo de não te perder.

 

Se eu fosse mais azul, um rio ao espelho,

mais "sim" e menos "não", vermelho.

Vermelho de amor, vermelho de dor!

Azul que o mar levou..

 

Um mar de lembranças, um rio escaldado.

Azul é o porta-retrato

que cai da parece, vidros no chão,

cacos de lágrimas se vão!

Cai da parede!

/vidros

            no

chão/

(( cacos-de-lá-gr-ma-s ))

em vão...

Homens de Palha

construindo castelos com o ouro da nação, do povo!

Vão os Homens de Palha em suas botas sujas,

deixam rastros de lama por onde vão.

Seus Nomes têm Brasões, suas testas, coroas.

Nos seus peitos medalhas de honra em vão.

 

Lamparinas queimadas em noites sombrias,

pobres velas acesas em ritos de fé,

na esperança que os Homens de Palha

um dia se lembrem

que não é o Brilho do Berço

que dita quem Você é.

 

E o fardo é pesado, é!

Nossa farda é manchada, Zé!

Os pés calejados, braços irados

queimados ao sol.

E o fardo é pesado, sim!

A farda, rasgada em mim!

De pés engraxados, ternos escovados

e pele marfim, eles vão..

 

Vão os Homens de Palha, fracos e ocos.

De que valem seus olhos tão verdes, tão caros?

Seus espelhos míopes, sua pose de leão, de lobo,

construindo castelos com o ouro da nação, do povo!

Cartão Postal

Domingo, fim de tarde, 'praia de Ipanema',

nós dois frente ao mar no Arpoador.

Tímidos gestos ensaiam um primeiro beijo

que daria início a um novo amor.

 

Vem, meu bem, te quero sim!

(( Vai dizer que você não!? ))

Que mal há? O amor também

muda de direção.

 

Turistas tiram fotos do por do sol,

dizem ser o mais lindo desse planeta.

Os jovens aplaudem com um violão

jurando eterno amor.

Amor eu sou!

 

Mãos geladas, desajeitadas

tocam o seu rosto

(( que as aquece ))

O vento é forte, coração bate!

Frente ao sol que brilha em seu posto

e desaparece..

Eletrola Amarela

Ah, canarinho amarelo,

cante pra ele voltar.

Saia já dessa gaiola de ouro

bata asas até Lá..

 

Cante pra ele aquelas cantigas antigas

que tocavam no disco de vinil da vovó

naquela eletrola desbotada de madeira

quea a gente ouvia da namoradeira de cipó.

 

V[a, canarinho amarelo,

voe por este céu azul, vá ao Sol.

Cante pra ele o tanto que o quero.

Vá, canarinho, vá canarinho amarelo!

 

Assovie, assovie, assovie em Lá, amarelinho,

assovie, assovie, assovie aqui.

Assovie, assovie, assovie com Dó de mim, pequenino,

assovie, assovie, assovie em Si. Ah, se ele volta!

Vermelho de Giz

Escuro.

Só vi minha versão de você

que me fazia feliz.

Escudo.

Não vi, não quis ver!

A face que eu nunca quis

(que existisse)

 

Na tela da minha mente,

seus traços tão eloquentes

de um colorido fosco, anil,

de uma flor

que nunca existiu.

Quando abri os olhos

já estava escuro.

Não era você que eu via..

Quem eu tanto queria?!

 

Flores de porcelana.

Intocáveis.

Perfeitas. Marfim.

Assim te vi com olhos cegos

com olhos só "de mim".

Te desenhei como bem quis.

Tinta a óleo..

Riscos vermelhos de giz.

Desenhei,

como eu te quis.

 

Flores de porcelana!

Intocáveis.

Perfeitas. Marfim.

Assim te vi com olhos cegos

com olhos só pra mim.

Te desenhei como bem quis.

Tinta a óleo..

Riscos vermelhos de giz!

Desenhei,

só o que eu quis.

Minha Mamãe

Cabeça - renda linho branco Pureza

rugas testa rosto braço - toda Trabalho

e eu, que valho?

Corpo - cansado corcovado deformado,

e olhar cinzento a verrumar o Céu

e eu, que penso eu?

Voz - já rouquenha rasgando rumos

relê o Tempo e risca o Espaço

e eu, que faço?

Andar - de leve, quase andando

na sala nos quartos no jardim

e eu, assim?

 

Rosário na mão e bentinho no peito

flor de jasmim no seu pobre altar

Mãe! Mamãe! gera-me outra vez!

Meu peito chora minh'alma sonha

estou pra morrer de vergonha...

 

e eu, sei rezar?

Pé d'Água

mg-0012-1-copy-131811113.jpg

Despedida

mg-0017-copy-1361748.jpgmg-0017-1-copy-51410129.jpg

Pirenópolis

mg-0018-copy-80633-g-151710141.jpg

Flores de Candombá

mg-0016-copy-457129-g-1716960.jpg

Moça-iá

mg-0020-1-copy-6141252.jpg

Azul

mg-0009-copy-30008-g-12151819.jpg

Homens de Palha

aquarela-homens-de-palha-190012.jpg

Cartão Postal

mg-0011-copy-6811133-g-18318110.jpg

Eletrola Amarela

mg-0003-copy-17618715-g-5251810.jpg

Vermelho de Giz

mg-0010-1-copy-71621515.jpg

Minha Mamãe

mg-0014-copy-51811514-g-485110.jpg